segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O homem vitruviano




John Quigley, renomado artista plástico conhecido por suas obras de arte gigantes que só podem ser visualizadas do céu, recriou a obra de da Vinci sob o título “O Homem Vitruviano em derretimento”. “Criamos essa arte para mostrar, a partir do famosos esquema do corpo humano, que as mudanças climáticas estão engolindo nossa civilização pouco a pouco”. A obra foi realizada com o apoio da tripulação do navio Arctic Sunrise, durante expedição ao Ártico, que registrou o segundo menor índice de gelo já visto na região.

Fonte: http://www.greenpeace.org acesso dia 26/09/2011

A hora do planeta


Movimento que acontece em todo o mundo para diminuir o consumo de luz no planeta.
Impressionante como todos os pontos turisticos são apagados e como as pessoas se mobilizam.

Dia mundial do meio ambiente de 2008

Escultura - Flor do mangue, de Frans Krajcberg


Frans Krajcberg é um dos grandes representantes da arte contemporânea brasileira. Tem dois ateliês: um em Nova Viçosa, na Bahia, e outro em Paris, França. Nasceu na Polônia (Kozienice), em 1921, mas naturalizou-se brasileiro. O artista vive em uma casa da árvore na cidade de Nova Viçosa.
Krajcberg recolhe terra, pedras e galhos e os organiza em novos espaços para construir seus quadros-objetos. Ele usa os restos das queimadas para construir a sua obra, transformando a arte em um manifesto para defender o ambiente.
"Flor do mangue" é uma escultura de grande porte - mede 12 X 8 metros e 5 metros de altura. Foi construída a partir de resíduos de árvores de manguezais destruídos pela especulação imobiliária.

(Com colaboração de Catharina Mafra)

Fonte: http://oglobo.globo.com acesso dia 26/09/2011

Texto reflexivo de Guattari

A crise que vivemos hoje não é apenas ambiental, mas também é social, moral e econômica (inclusive!). É uma resultante da irresponsabilidade da humanidade perante si mesma, pela sua incapacidade de olhar o passado e de olhar-se no presente, ficando cega para o que pode vir depois, como conseqüência de seus atos, ou pela falta deles.

Os textos mostram, parcialmente, como o homem forjou os pressupostos dessa crise. Ao longo de sua história, a humanidade colocou-se em uma posição ilusória de comando, sentindo-se soberana diante da vida, da natureza, distanciando-se assim de sua origem, de seu estado natural.

Não existem "soluções mágicas", capazes de reverter no curto prazo séculos de degradação ambiental e de reprodução de um modelo de dominação social excludente e explorador, contudo a tomada de consciência de cada um deve ser imediata.

A crise ambiental é também uma crise de percepção que coloca em dúvida todo o processo civilizatório vivido até aqui. A materialização de necessidades e desejos não significou a felicidade pretendida para todos, mas sim um movimento cada vez mais forte de exclusão e miséria de escala planetária, que se faz sentir em uma parcela cada vez maior da população.

Só haverá possibilidade de mudança real a partir de uma transformação profunda no pensar e no agir da humanidade, substituindo o ’’ter’’ pelo ’’ser’’ em sua ordem de prioridade. Esse é um ideal perfeitamente alcançável, no entanto, para se chegar até ele é preciso uma mudança radical na forma de sentir do ser humano, para que ele possa então perceber o seu entorno e renovar as relações na Terra e com a terra, promovendo um modo de vida mais digno e ético.

A ciência deve se posicionar corajosamente, libertando-se do jogo de interesses que tem comandado as ações humanas, e lutar para provar que é possível se alcançar um processo de desenvolvimento saudável e solidário, sem necessariamente promover a exploração do ser humano e a degradação ambiental. A ciência econômica, especialmente, deve, nesse contexto, se superar e encontrar soluções de desenvolvimento que levem em conta práticas sustentáveis de produção e, principalmente, definir mecanismos para a reversão da miséria, por meio de um melhor processo de distribuição das riquezas.

Por fim, demonstrando-se que tais conceitos são mais adequados aos fenômenos jurídicos contemporâneos, por isso apto a solução de alguns problemas que até então vêm demonstrando sua persistência na comunidade jurídica, até porque, como indicado no texto, a questão é também de formulação do próprio problema que pode levar a soluções inadequadas.

Texto elaborado pelas alunas de arquitetura e urbanismo
Fabiana Ribeiro, Gabriela Martins e Mirella Rolim